quinta-feira, 23 de março de 2017

Mulheres Negras Cientistas, nem sempre fomos cobaias


Emanuelle Góes para Cientistas Feministas


Exumem essas histórias. Exumem esse corpos,
 Viola Davis, Oscar 2017 

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Elementos secretos, figuras escondidas e computadores humanos: essas são as descrições sobre as mulheres negras cientistas e foi a primeira coisa que me saltou a atenção ao assisti filme Hidden Figures (Elementos Secretos em Portugal e Estrelas alem do Tempo no Brasil). O filme trata da história de três cientistas negras que faziam cálculos complexos para as missões da NASA na exploração espacial, que as quais ajudaram a colocar o primeiro astronauta americano em órbita, nos anos 1960.


Vistas como objeto, as Mulheres Negras são chamadas de computadores humanos e com isso não poderiam assinar relatório, por exemplo, óbvio computador não assina relatório, mas ao adicionar a palavra “humanos” parecia ter uma chance de ser tão igual quanto as outras pessoas (homens e mulheres brancas).

No entanto, visto que para o mundo eurocêntrico a humanidade é dividida em categorias de forma hierarquizada entre humanos e não humanos, Maria Lugones (2014) reflete que os povos indígenas das Américas e os/as africanos/as escravizados/as eram classificados/as como espécies não humanas. E o homem europeu, burguês, colonial moderno o sujeito/ agente, apto a decidir, para a vida pública e o governo, um ser de civilização, heterossexual, cristão, um ser de mente e razão.

A ocultação dos conhecimentos das mulheres negras também se revela no filme – são os elementos secretos e que não podiam assinar os relatórios dos cálculos e soluções matemáticas que realizavam. O racismo epistêmico ou o epistemicídio jamais validaria tal conhecimento negro feminino, este corpo objetificado em todas as dimensões.

Ai me vem logo a memória Lélia Gonzalez em seu texto Racismo e Sexismo na Cultura Brasileira de 1984, quando falava das mulheres negras que sempre assumiram trabalhos que não apareciam em público, ficavam escondidas, pois para aparecer em público era preciso ter boa aparência [ser branca], e lembro também da poesia de Giovane Sobrevivente que sabiamente nos alertou “Hoje eu estive com Tia Anastácia. Ela me disse que está muito revoltada. Porque o Sítio do Pica pau Amarelo está tirando ela como otária. Ela faz os bolinhos e Dona Benta recebe a medalha”. Isso é só para dizer que as mulheres negras são invisibilizadas em todos os lugares.

Mulheres Negras nas Ciências

Sobre a participação das mulheres negras nas ciências, no ano passado o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) elaborou um relatório com informações de 2014, apresentando a participação de pesquisadoras/es negras/os e o que temos é o seguinte:

As mulheres brancas representam 59% do total de mulheres bolsistas e as negras (pardas e pretas) 26,8%. Entretanto, a participação das pretas ainda é menor (4,8%), já entre os homens, os brancos representam 56,3% e os negros, 24,3% e com destaque para os pretos que apresentam menor percentual (4,7%).

Quando desagregam por sexo para a população negra, na modalidade de Iniciação Científica (IC), as jovens negras são maioria em todas as áreas, incluindo as Engenharias, com exceção da área de Ciências Exatas e da Terra. Mas, para a modalidade Produtividade em Pesquisa (PQ), que é a mais elevada, há maior participação de homens negros, acontecendo em todas as áreas do conhecimento quando comparada com as mulheres negras.

O relatório conclui que as mulheres negras permanecem ainda sendo as mais excluídas do sistema acadêmico e de pesquisa, o que demonstra a necessidade de continuidade e reforço de ações, programas e políticas afirmativas, com a indução tanto na entrada do sistema de formação (Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado) como de continuidade na carreira acadêmica e científica. Com o destaque para o fato de encontrar uma presença significativa de mulheres negras nas bolsas de Iniciação Científica das Engenharias, sinalizando para o aumento da participação das mulheres em áreas ainda consideradas restritamente de homens e brancos.

O perigo da história única

Muitos estereótipos foram definidores para que a população negra não se enxergasse em determinados espaços ou escolhesse determinadas profissões e nem fosse escolhido para exercer tal função, o racismo ceifou muitas escolhas, por isso a necessidade de resgatar as nossas histórias.

Rosane Borges e Walber Pinho dizem que o filme ““Figuras escondidas” retorna à década de 1960 para recuperar aquilo que um dia a Nasa, os EUA e o mundo deixaram cair. Esse retorno, no campo da narrativa fílmica, constitui, sem sombra de dúvida, um ato de coragem que expõe e confronta o racismo e seus efeitos deletérios”.

Então, exumemos nossas histórias, para que possamos sonhar livremente, sem o pesar de nossa cor sobre os ombros, que nossas crianças possam ser tudo, e que sejam luz. E de agora em diante não tenhamos mais a ocultação de quem fomos e somos. A partir de agora sejamos nós, todas e todos, escafandristas em busca do tesouro ocultado pelo racismo.

Iniciativas de mulheres negras nas exatas

Nativas Digitais – Projeto vislumbra formar jovens mulheres para que se tornem multiplicadoras do conhecimento dos princípios das Ciências Exatas e Tecnológicas, difundindo conceitos-chave da: matemática básica, algoritmos, programação e sintaxe das linguagens mais populares, para potencializar o raciocínio lógico.

Minas Programam nasce a partir da constatação da baixa presença de mulheres na tecnologia e da crescente importância dos conhecimentos de programação para o nosso empoderamento. Elas também estão construindo o projeto #NegrasemTI.

#FoiPretaQuemFez – Canal no Youtube em que toda semana apresenta uma lista com cinco mulheres negras relevantes em várias áreas diferentes da sociedade.

Elas nas Exatas – Um convite a refletir sobre gestão, escola e desigualdades de gênero na educação brasileira.

NegrasNúcleo de Estudo e Pesquisa em Gênero, Raça e Saúde (UFRB/CNPq) formados por professoras/es negras/os atuam com iniciativas cientificas para jovens estudantes negras da graduação.

Referencias

María Lugones. Rumo a um feminismo descolonial. Estudos Feministas, Florianópolis, v. 22, n. 3, jan. 2015.

Lélia Gonzalez. Racismo e sexismo na cultura brasileira. Ciências Sociais Hoje, n. 2, Brasília, p. 223-244, 1984

Giovane Sobrevivente – A revolta de Tia Anastácia – http://gramaticadaira.blogspot.pt/2007/12/revolta-de-tia-anastcia-um-clssico-do.html

Isabel Tavares; Maria Lúcia de Santana Braga; Betina Stefanello Lima. Análise sobre a participação de negras e negros no sistema científico. Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). http://www.cnpq.br/documents/10157/1f95db49-f382-4e22-9df7-933608de9e8d
Rosane Borges; Walber Pinho. Racismo, sexismo e a (in)visibilidade de figuras escondidas. https://www.nexojornal.com.br/ensaio/2017/Racismo-sexismo-e-a-invisibilidade-de-figuras-escondidas

terça-feira, 14 de março de 2017

Saúde Inimiga invisível da gravidez: como a violência obstétrica afeta mulheres negras


  Ana Carolina Moraes, Casa de Labrys

“Não chora que no ano que vem você está aqui de novo” 

Inimiga invisível das mulheres grávidas, a violência obstétrica atinge 25% das gestantes brasileiras

Como é que sua mãe fala sobre seu parto? Você já ouviu algum relato sobre maus tratos ou negligência durante a gravidez? Do que é que você tem medo quando pensa (caso você pense) em parir?

O parto, por si só, pode ser assustador; quando o risco de sofrer violência obstétrica é de um para cada quatro mulheres, a insegurança aumenta.
O Brasil carece de uma definição específica para violência obstétrica, suas características e práticas. No legislativo, há leis que versam sobre a prevenção, mas, ainda assim, de maneira pouco didática e objetiva.

Ilustração: Ana Carolina Moraes
Tanto silêncio e descaso sobre o assunto permitem uma série de violações físicas, verbais e psicológicas, que comprometem a saúde da gestante e do bebê. Violência obstétrica não acontece somente na hora do parto; ela pode ocorrer em todos os estágios da gravidez e tem múltiplas manifestações.

Como é que a gente pode entender o que violência obstétrica, então?

Na Argentina, assim como na Venezuela, onde a prática é criminalizada, violência obstétrica é entendida “como toda conduta, ação ou omissão realizada por um profissional de saúde que, de maneira direta ou indireta, tanto no âmbito público como no privado, afete o corpo e os processos reprodutivos das mulheres”, conforme explica a advogada e doutora em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade de Mendoza, Graciele Medina, na pesquisa “Violência Obstétrica”.*


Os esforços primários do Brasil para tipificar, prevenir e denunciar essas agressões baseiam-se nestes conceitos. Em 2013, a Defensoria Pública do Estado de São Paulo emitiu um panfleto sobre o tema inspirado nas discussões destes países, a fim de alertar as mulheres sobre as violações possíveis e mais comuns.

Mulher negra, violência obstétrica e racismo

O recorte da violência obstétrica no Brasil tem maior incidência com mulheres em situação de vulnerabilidade social. Logo, tem cor. Dados da Comissão Interamericana de Direitos Humanos apontam que pelo menos seis de cada dez mortes maternas são de mulheres negras.

Mulheres pretas e pardas representaram 65,9% da parcela submetida a algum tipo de violência obstétrica em 2014, segundo estudo publicado nos Cadernos de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz.

Para a enfermeira e blogueira do População Negra e Saúde, Emanuelle Goes, isso acontece porque mulheres não-brancas estão mais expostas a discriminação no serviço de saúde por conta do racismo. “As mulheres negras estão mais expostas ao racismo institucional e, consequentemente, a violência obstétrica acomete mais incisivamente essa população”, conclui.

A violência obstétrica na rotina das maternidades

 

Infusão de ocitocina e a ruptura artificial da membrana amniótica são as técnicas mais usadas para acelerar o trabalho de parto, de acordo com as dados da Pesquisa Nascer no Brasil. As duas práticas enquadram-se como violência obstétrica e ocorreram em 40% das mulheres com risco habitual.

Ilustração: Ana Carolina Moraes
Para a Convenção Americana de Direitos Humanos, da qual o Brasil faz parte, cabe à parturiente a decisão sobre o modo do nascimento. Na prática, o parecer da gestante é submisso ao “conhecimento” médico. Hoje, 52,3% dos partos brasileiros são cesáreas e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), nosso país é o líder em cesarianas no mundo. O índice aceitável pela OMS é 15%.

Além das agressões diretas, a maneira com a qual o atendimento a gestante acontece, muitas vezes, é desumano. Abandono da mulher pós-parto disfarçado de procedimento médico também é violência obstétrica, por exemplo.
 
O dossiê elaborado pela Rede Parto do Princípio para a CPMI da Violência Contra as Mulheres, de 2012, traz relatos de como a violência obstétrica era “rotina” nas maternidades.

Um dos relatos coletado em 2012 afirma: “até hoje é rotina da maternidade, após a cesárea, o bebê é colocado entre os joelhos da mãe, pois já que não sentimos as pernas, o bebê não cai. Ninguém me ajudou, eu não conseguia levantar a cabeça para ver se ela estava incomodada com algo, não conseguia pegá-la, e não tinha ninguém na sala de recuperação. São 2 circulantes para 6 ou 8 leitos. Eu trabalhei nessa maternidade depois, e vi que era rotina”.**

Foto do ensaio 1:4: Retratos da Violência Obstétrica realizado por Carla Raiter
Para a enfermeira Emanuelle Goes, a violência obstétrica faz parte da rotina profissional porque a atuação dos profissionais de saúde acontece de modo hierarquizado. “A técnica de enfermagem grita causando constrangimento, a enfermeira atrasa o procedimento, e os médicos realizam diagnósticos excessivos, a exemplo do tal “exame de toque””***, exemplifica. Goes conta que essas experiências são aprendidas ainda na graduação: “muitas práticas consideradas como violência obstétrica já foram procedimentos ensinados aos profissionais na sua formação, como a episiotomia”, conta a enfermeira.
Foto do ensaio 1:4: Retratos da Violência Obstétrica realizado por Carla Raiter
Violência obstétrica não é só problema de saúde. É problema social. É uma violência contra a mulher. E precisa ser debatido para prevenir incidências e garantir tratamentos e procedimentos seguros às mulheres durante a gravidez.
 
*Fragmento retirado do Dossiê elaborado pela Rede Parto do Princípio para a CPMI da Violência Contra as Mulheres (2012), com livre tradução da autora.
** Fragmento retirado do Dossiê elaborado pela Rede Parto do Princípio para a CPMI da Violência Contra as Mulheres (2012).
*** Citação retirada do texto

quarta-feira, 8 de março de 2017

Mulheres sim, Homens não: sobre o uso de métodos contraceptivos hormonais


 Por Emanuelle Goes para Cientistas Feministas

No ano passado, foram publicados os resultados da pesquisa que avaliou a viabilidade e as consequências do anticoncepcional injetável masculino. No entanto, logo em seguida tivemos a informação da suspensão do método por apresentar reações semelhantes aos contraceptivos hormonais feminino.

Anticoncepcional-para-homens
imagem da internet
O estudo envolveu 320 homens (18 a 45 anos) e foram encontrados os seguintes efeitos colaterais: variações bruscas na libido, maior tendência a desenvolver depressão (3%), dor excessiva no local da aplicação, acne e alterações de humor. Esses dados foram suficientes para que o lançamento do anticoncepcional masculino fosse adiado.

É importante descartar que, apesar dos efeitos colaterais, mais de 75% dos participantes relataram estarem dispostos a usar o método contraceptivo, segundo o artigo Male birth control shot found effective, but side effects cut study short.

No entanto, nas mulheres, os efeitos colaterais ocorrem em maior percentual, segundo a professora Elisabeth Lloyd da Universidade de Indiana (EUA): as mulheres que utilizam pílulas anticoncepcionais têm 23% mais chances de tomar remédios para combater a depressão. Caso as pílulas sejam de progestógeno, a chance aumenta para 34% e, quando se verifica em adolescentes (15 e 19 anos), sobe para 70%.  O uso de métodos contraceptivos hormonais ainda são fatores de risco para trombose venosa profunda, acidente vascular cerebral (AVC) e infarto do miocárdio.

As bulas dos anticoncepcionais hormonais femininos apresentam uma gama de informações sobre riscos associados ao uso, assim como as contraindicações. No entanto, nem todas as mulheres tem acesso a essas informações, seja por realizar automedicação, pegando informações no balcão da farmácia, ou até mesmo pela falta de orientação do profissional de saúde que oculta a informação no momento da consulta (Souza et al, 2006).

E por que nas mulheres pode?

A ginecologia que surge no XIX, e esta área do conhecimento tinha como finalidade tratar dos problemas relativos à mulher e à reprodução, assim como desenhar parâmetros para a distinção entre os sexos, passando, sobretudo, pela associação da mulher à função reprodutiva, diferentemente do homem. Além disso, a ginecologia tinha o objetivo de estudar a normalidade feminina, que é, por natureza, potencialmente patológica (Rohden, 2001).

Já em relação à saúde dos homens, o corpo e a sexualidade masculinos foram alvo de grandes preocupações em função da sífilis e de outras doenças venéreas, ou seja, a preocupação com a saúde sexual e com a doença que comprometia sua descendência, e que incidia mais imediatamente sobre a sua própria degradação individual. (Rohden, 2001).

O controle e regulação dos corpos das mulheres, tanto pelas questões biológicas da reprodução, quanto pelas questões pautadas nas relações desiguais de gênero e o patriarcalismo, eram estratégicos para o controle da natalidade.

Na década de 60, com a preocupação com o crescimento populacional, a pílula anticoncepcional surge como nova estratégia para o controle de natalidade, o controle compulsório da fecundidade das mulheres negras e indígenas. A introdução do novo método utiliza as mulheres negras e pobres como cobaias nos vários experimentos hormonais.

Participação dos homens no planejamento reprodutivo

Nas últimas décadas vem sendo observada a participação dos homens na cena da saúde reprodutiva associada, principalmente, a três fatores (Duarte et al., 2003; Minella, 2005):
Primeiro, as mudanças culturais, impulsionadas pelos movimentos feministas, que atuam na dissociação da sexualidade em relação à reprodução, com a redefinição do papel da mulher na sociedade e do questionamento dos padrões tradicionais de relações afetivas e familiares e os consequentes rearranjos das relações de gênero.

Segundo, a epidemia da AIDS e seu avanço entre grupos heterossexuais.

E por último, a influência das práticas médicas no campo da contracepção, com o avanço tecnológico na cirurgia da vasectomia e a camisinha masculina.

No entanto, nas relações conjugais e nos relacionamentos estáveis, a participação dos homens na escolha de métodos contraceptivos e nos assuntos da saúde reprodutiva do casal ainda acontece de forma insuficiente nos dias atuais, visto que as questões reprodutivas ainda ficam sob a responsabilidade das mulheres, apoiadas pelo imaginário social de que a reprodução é uma atribuição unicamente delas.

A compreensão dos processos históricos que em nossa sociedade transformaram a reprodução num atributo quase que exclusivamente feminino, tendo construído as representações sobre o masculino como algo que se opõe, quanto à compreensão dos fatores que nas últimas décadas tem atuado no sentido de modificar o perfil masculino tradicional” (Minella, 2005).

A Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde -2006 demonstrou que 65,2% das mulheres de 15 a 49 anos referiram uso atual de método contraceptivo considerado moderno e, ao incluir os métodos tradicionais (tabela, abstinência periódica, entre outros), a prevalência foi 67,8%. Predominaram contraceptivo oral (22,1%), esterilização feminina (21,8%), preservativo masculino (12,9%), injeção contraceptiva (3,5%) e esterilização masculina (3,3%).

Neste sentido, precisamos ampliar o debate na desconstrução sobre o papel da responsabilidade pelo planejamento reprodutivo. Temos atualmente só dois métodos para o uso dos homens, a camisinha e a esterilização masculinas, portanto a chegada do anticoncepcional masculino será bem-vindo para aumentar as possibilidades de escolha e o compartilhamento do planejamento reprodutivo de forma mais igualitária.

Referencias:

Souza, Jovita Maria Matarezi de et al. Utilização de métodos contraceptivos entre as usuárias da rede pública de saúde do município de Maringá-PR. Rev. Bras. Ginecol. Obstet., Rio de Janeiro, v. 28, n. 5, p. 271-277, May 2006.

Rohden, Fabiola. Uma ciência da diferença: sexo e gênero na medicina da mulher [online]. 2nd ed. rev.and enl. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2001. Antropologia & Saúde collection. 224 p. ISBN 978-85-7541-399-9.

Minella, Luzinete. S. Gênero e contracepção: uma perspectiva sociológica. Florianópolis-SC, Editora da UFSC, 2005.

Duarte, G. A. et al. Participação masculina no uso de métodos contraceptivos. Cadernos de Saúde Pública, v. 19, n. 1, p. 207–216, 2003.

BRASIL. PNDS 2006: Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher: relatório. Brasilia: Ministério da Saúde (MS), 2008

Links:
http://edition.cnn.com/2016/10/30/health/male-birth-control/
http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2016/11/anticoncepcional-masculino-e-adiado-por-ter-reacoes-semelhantes-ao-feminino.html